25 julho 2016

Avanço Semanal - 25/07/2016

Nesta semana, alguns dos principais componentes eletrônicos para a construção do dispositivo de correção de fator de potência, chegaram, sendo estes os sensores e os módulos relés. Sendo assim, se iniciou a fase de testes e experimentos para por estes em funcionamento. Os primeiros a serem testados foram os sensores de corrente. A equipe optou por utilizar dois modelos ao mesmo tempo, sendo que um servirá de "apoio" ao outro, cabendo a este segundo o fator decisivo no momento de medição de corrente. Para os testes realizados com o sensor SCT-013-020 inicialmente foi necessária a confecção de um circuito condicionador de sinal, isto por que o sensor sozinho não tem a capacidade de exibir valores para amplitudes negativas do sinal da rede, seu sinal varia de 0 a 1 V. Para soluciona este problema foi utilizado um esquema bastante conhecido entre os projetos que utilizaram o mesmo tipo de sensor, na figura 1 é possível observar o esquema em questão que foi empregado.

Fig. 1: Circuito condicionador de sinal

O efeito que o circuito da figura 1 gera no sinal de resposta do sensor SCT é de alterá-lo para uma faixa maior, exibindo valores tanto para amplitudes positivas quanto negativas. Isto acontece porque, ao ligar o sensor em paralelo com um dos resistores, ele passa a sofrer influência de uma tensão constante de 2,5 V. A tensão em seu terminal passa a variar de acordo com a direção da corrente que passa pelo transformador existente no sensor. O sensor consegue então ler correntes entre +20 A e -20 A, com o sinal de resposta variando de 2,5 V para 0 A; de 2,5 a 0 V para amplitudes negativas e 2,5 a 5 V para amplitudes positivas. O gráfico da figura 2 demonstra este resultado.

Fig. 2: Onda senoidal que pode ser lida pelo Arduino

Na figura 3 é possível observar dois esquemas montados para os testes, o primeiro utilizando um capacitor de 100 µF e o segundo um capacitor de 10 µF. O capacitor tem o efeito de controlar a frequência do sinal de resposta do sensor. Os resultados da adição do circuito condicionador foram satisfatórios, funcionando perfeitamente. Os dados obtidos se aproximaram bastante de uma onda senoidal.

Fig. 3: Circuitos utilizados e sensor em teste 

A etapa de teste teve continuidade com a experimentação do sensor ACS-712. Como já esperado, este demonstrou uma maior precisão em suas medições. Um dos maiores defeitos deste sensor é o fato de ser invasivo, sendo assim, suscetível a danos por altas correntes. Durante os testes realizados, com utilização de um ventilador de 126 W em tomada de 127 V, o sensor conseguiu obter bons valores de medição, estes tabelados para plotar o gráfico observado na figura 4. 


Fig. 4: Gráfico obtido com a utilização do ACS-712

O ACS-712 funciona da mesma maneira que o sensor SCT combinado com o circuito condicionador funciona, sendo que ele já possui internamente em seu módulo um circuito apropriado para manipulação do sinal de resposta. Consegue medir faixas positivas e negativas, variando entre +5 A e -5 A. O esquema de ligação do sensor com o Arduino pode ser visualizado na figura 5.

Fig. 5: Sensor ACS-712 e Arduino

Outro detalhe de grande importância, e que já começa a gerar certo nível de preocupação é a compra dos capacitores que serão aplicados ao protótipo. Este fato se deve pela grande dificuldade de arrecadar fundos para a compra dos capacitores e de conseguir encontrar os modelos corretos para o tipo de atividade ao qual serão empregados, correção de fator de potência. A equipe ainda se encontra em processo de pesquisa de mercado.

Referências Bibliográficas:

Figura 1: Disponível em: <http://www.martaduino.com.br/sensor-de-corrente-nao-invasivo-sct013-100a-para-arduino>. 
Figura 2: Disponível em: <http://www.martaduino.com.br/sensor-de-corrente-nao-invasivo-sct013-100a-para-arduino>. 
Figura 3: Fonte Própria
Figura 4: Fonte Própria
Figura 5: Fonte Própria






18 julho 2016

Avanço Semanal 18/07/2016

Nessa semana foram feitos os pedidos dos seguintes itens, já citados em postagens anteriores:
-Módulo sensor de corrente ACS712 5 A e sensor não invasivo SCT-013-020 de 20 A;
-Módulo sensor de tensão P8;
-Módulos relés;


                 
Figura 1: Módulo do sensor ACS712

Modulo sensor de tensão P8

Figura 3: Sensor de corrente SCT-013-020


Vale ressaltar que estes sensores podem ser afetados pelos harmônicos presente no sistema. Harmônicos são ondas derivadas da onda senoidal fundamental da rede, ou seja, ondas cujas frequências são múltiplas da fundamental retratada na figura 4, que neste caso possui uma frequência de 60Hz, estas ondas se sobrepõe ao sinal original gerando pequenas distorções, como pode ser observado na figura 5, a amplitude das ondas múltiplas tende a diminuir, portanto os primeiros harmônicos são os mais significativos. Além disso, a presença de harmônicos pode levar a eventos de ressonância no banco de capacitores, danificando o sistema a ser corrigido .


Figura 4:Presença de harmônicos



Figura 5:Onda senoidal com harmônicos


Uma das preocupações que diz respeito à precisão de medição é a presença de ruído branco no sistema. Ruído branco é qualquer tipo de interferência que tenha uma potência constante e leva esse nome em alusão à cor branca, que é a mistura de toda frequência visível das cores. Ele basicamente é uma interferência aleatória que tende a um valor médio e pode ser causado por inúmeras fontes, desde radiação eletromagnética, até efeitos de temperatura no condutor, o chamado ruído térmico. Esse tipo de fenômeno pode acarretar diferença de potencial na em um condutor e atrapalhar leituras de componentes eletrônicos mais precisos.

Referências Bibliográficas:
Figura 1: Disponível em: <http://www.filipeflop.com/pd-304251-sensor-de-corrente-acs712-30a-a-30a.html?ct=&p=1&s=1> Acesso em 18 jul. 2016
Figura 2: Disponível em: <http://loja.multcomercial.com.br/modulo-sensor-de-tens-o-gbk-robotics-p8.html>. Acesso em 18 jul 2016.
Figura 3: Disponível em: <http://www.filipeflop.com/pd-18b9da-sensor-de-corrente-nao-invasivo-20a-sct-013.html?ct=&p=1&s=7> Acesso em 18 jul. 2016
Figura 4:Disponível em: <https://renatoreis.com.br/2015/04/15/harmonicas-em-instalacoes-eletricas/> Acesso em 18 jul. 2016
Figura 5:Disponível em: <http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfpIsAC/distorcao-harmonica-redes-eletricas> Acesso em 18 jul. 2016
JOHNSON, J. B. Termal Agitation of Electricity in Conductors. Physical Review. Volume 32.  13 p. 1928
NYQUIST, H. Termal Agitation of Electric Charge in Conductors. Physical Review. Volume 32.  4 p. 1928

FILHO, SIDNEY NOCETI. Fundamentos Sobre Ruídos. Disponível em: <http://www.etelj.com.br/etelj/artigos/151280402b0bc1accfaea913d6301caf.pdf> Acesso em 17  de jun. 2016

11 julho 2016

Avanço Semanal 11/07/16

Nesta semana, foi-se observado os capacitores que a instituição pode disponibilizar. Os capacitores são cilíndricos de 1,67 kVAR ou 30,68 uF com uma precisão de 5%:

Figura 1: Capacitores disponíveis
Com esses valores é possível, através de associações em série e em paralelo, obter capacitâncias de 10,22 uF, 15,34 uF, 30,68 uF, 46,02 uF, 61,36 uF e 92,04 uF.

Tabela 1: Valores de capacitância obtidos
Cargas
Capacitância
Lâmpada Incandescente
Não precisa de correção
Lâmpada Fluorescente
4,7 µF/85,8 VAR
Motor
22,7 µF/408,44 VAR
Notebook
17,03 µF/312,8 VAR
Cargas Combinadas
24,3 µF/437,87 VAR
  O melhor valor obtido é 15,34 uF, se aproximando do necessário para corrigir o notebook que corrige o fator para 0,79, muito abaixo do especificado.
Visto que os valores medidos de potência aparente necessários não ultrapassaram 25 uF será necessário utilizar estes capacitores em série ou paralelo com outros capacitores de menor capacitância, já que se os valores corrigidos ultrapassam o fator de potência 1, que por sua vez não é alcançável, tornam o circuito capacitivo. As figuras 2 e 3 mostram como é um circuito de capacitores associados em paralelo e série, respectivamente.

Figura 2: Capacitores em paralelo
Figura 3: Capacitores em série

Quando o circuito chega ao valor de fator de potência 1, este apresenta comportamento puramente resistivo, portanto a potência aparente é igual a potência ativa, ou seja, toda a energia necessária é consumida. Porém, se o valor de capacitância utilizado ultrapassar o valor de correção, o circuito deixa de ter potência reativa indutiva e passa a ter potência reativa capacitiva, exigindo assim uma nova correção.

Referências Bibliográficas:
Figura 1: Autoria própria.
Figuras 2 e 3: Disponíveis em: <http://www.infoescola.com/eletricidade/associacao-de-capacitores/>
Acesso em. 10 de jul 2016.

04 julho 2016

Avanço Semanal 04/07/2016

Nessa semana, foram medidos valores referentes às cargas que servirão como teste para o corretor de potência, sendo elas:

-Lâmpada incandescente 220/60 W.
-Lâmpada fluorescente 220/ 20 W.
-Notebook 110~240/60 W.
-Motor de indução monofásico 110~220 1/4 CV.
-Cargas combinadas.

Medições
Lâmpada Incandescente
Lâmpada Fluorescente
Notebook
Motor de indução
Cargas combinadas
Tensão (V)
220,7
220,2
220,7
218,4
218,6
Corrente (A)
0,13
0,42
0,3
3,17
3,7
S (VA)
17,6
87,8
154,2
688,2
800
P (W)
16,9
10,8
6,3
436
519,6
Q (VAR)
5,2
87,4
125,6
530,4
600
F.P.
0,96
0,12
0,02
0,62
0,66

A partir dos valores medidos, foram recalculados novos valores de potência aparente e fator de potência, que são efetivamente utilizados no dimensionamento dos capacitores, para ter melhor precisão. Com as medições de Q e P, um novo S foi calculado utilizando a relação abaixo e, se esse S for maior que o encontrado, essa será a nova potência aparente a ser utilizada no dimensionamento do banco de capacitores.

Para o fator de potência, utilizou-se os valores de P e S medidos, através da fórmula:
A partir disso, refazendo os cálculos, temos a seguinte tabela, que será utilizada:

Medições
Lâmpada Incandescente
Lâmpada Fluorescente
Notebook
Motor de indução
Cargas combinadas
Tensão (V)
220,7
220,2
220,7
218,4
218,6
Corrente (A)
0,13
0,42
0,3
3,17
3,7
S (VA)
17,6
90
315
703,2
800
P (W)
16,9
10,8
6,3
436
519,6
Q (VAR)
5,2
87,4
125,6
530,4
600
F.P.
0,96
0,12
0,02
0,62
0,649

Com esses valores é possível calcular a capacitância necessária para corrigir o fator de potência, através da fórmula:
Onde C é a capacitância necessária, w é a frequência angular da rede, V é o valor de tensão rms e Qc é a potência reativa do capacitor, que pode ser calculada através da fórmula:
Onde Q é a potência reativa do circuito e Q' é a potência reativa do circuito depois de feita a correção.
A tabela abaixo mostra os capacitores dimensionados para corrigir a potência das cargas:

Cargas
Capacitância
Lâmpada Incandescente
Não precisa de correção
Lâmpada Fluorescente
4,7 µF/85,8 VAR
Motor
22,7 µF/408,44 VAR
Notebook
17,03 µF/312,8 VAR
Cargas Combinadas
24,3 µF/437,87 VAR
Também foram discutidos alguns materiais do projeto de modo mais abrangente. A instituição entrou em contato com as equipes acerca de materiais que poderiam ser disponibilizados para a elaboração do projeto. O docente orientador disponibilizou um disjuntor termomagnético, um dos dois exigidos na composição do dispositivo. 
A equipe encontra-se, na data desta postagem, entrando em contato com funcionários responsáveis da instituição para obter capacitores de dimensões especificadas de acordo com a tabela acima.

Referências Bibliográficas:

ALEXANDER, CHARLES K.; SADIKU, MATTHEW N. O.; Fundamentos de Circuitos Elétricos; 5ª Edição; Porto Alegre: Mc Graw Hill; 2013; 874.

26 junho 2016

Avanço Semanal - 25/06/16

Nesta semana teve continuidade a etapa de familiarização com o Arduíno e sua linguagem de programação, onde o planejamento de organização para os pinos no Arduíno uno foi aplicado em um código de teste criado pelos integrantes. A figura 1 demonstra o protótipo para a codificação que será utilizada no dispositivo finalizado.


Fig. 1: Código teste comentado

Também foi gerenciada a criação da codificação responsável por interpretar os estados dos botões que irão alterar os modos de funcionamento do dispositivo e as grandezas medidas, para exibir em tela as informações respectivas. No vídeo 1 é possível observar que o código criado funciona adequadamente. A princípio ocorreram problemas em relação ao tempo de leitura dos estados dos botões, contudo a adição de um delay de 100 milisegundos, que permitiu ao programa ler o estado ao mesmo tempo em que o usuário pressiona o botão, resolveu o problema. Vale ressaltar que a adição de delays ao código compromete o tempo limite de processamento de 1 segundo, portanto havendo a necessidade de se pensar melhor sobre estes detalhes.

Vídeo 1: Testes da codificação inicial

Para testar a programação foi utilizada uma carga imaginária, com impedância de 423,08 Ω e com ângulo de fase de 25,84º, aplicada em uma tensão de 220 V RMS. Para estes valores hipotéticos foram realizados os cálculos seguindo o conteúdo aprendido em sala na disciplina de circuitos elétricos II para a obtenção dos valores de corrente RMS, potência ativa, potência aparente, potência reativa, fator de potência e, por último, o valor que o banco de capacitores deve alocar de capacitância para corrigir o fator de potência, neste exemplo sendo de 90%, para 95%. Também é possível alternar entre os modos de by-pass e corrigido. Para a finalização da etapa de programação são necessários os componentes de medição de corrente e tensão alternadas, responsáveis por gerar os valores que serão usados para os demais cálculos.

Referências Bibliográficas:

Figura 1: Autoria Própria.
Vídeo 1: Autoria Própria.

Arduino Uno R3

Arduino Uno R3

O Arduino Uno é uma placa cujo principal componente é o microcontrolador ATMEL ATMEGA328. A placa é alimentada por uma fonte externa de 7 a 12 V ou por uma conexão USB. Há, na placa, outro microcontrolador, o ATMEL ATMEGA16U2, para comunicação com o computador pela interface USB. Este permite o upload da programação feita pelo usuário e está conectado ao microcontrolador principal da placa e, além disso, dois leds estão ligados a ele (TX, RX) que são controlados pelo software do microcontrolador e indicam o recebimento ou envio de informações do computador.

O ATMEGA328 é um dispositivo de 8 bits da família AVR, com 32 KB de memória Flash, 2KB de RAM e 1 KB de EEPROM e um cristal externo de 16 MHz, possuindo 28 pinos, cujas correntes máximas são de 40 mA por pino. Este dispositivo permite o funcionamento do Arduino.

Fig 1: Placa arduino Uno R3

A placa Uno R3 possui 14 pinos que podem ser utilizados como entradas e saídas digitais, enumerados de 0 a 13. Destes pinos, os 3,5,6,9,10,11 podem ser convertidos pra saídas analógicos de 8 bits, além disso a placa possui 6 entradas analógicas de A0 a A5, com a resolução de 10 bits, essas entradas ao operarem a 5V convertem o sinal digital em até 1023 partes.

Referências bibliográficas:
Figura 1: http://www.embarcados.com.br/arduino-uno/. Acesso em 19 jun 2016
ARDUINO. Disponível em :<https://www.arduino.cc/en/Main/ArduinoBoardUno>. Acesso em 19 junho 2016


Disjuntores elétricos

Disjuntores são componentes que limitam a corrente de um circuito, interrompendo seu funcionamento e evitando um efeito indesejado resultante de uma corrente muito alta. Ao contrário do fusível, que destrói um de seus componentes para interromper o circuito, o disjuntor apenas se desliga, possibilitando que ele seja reutilizado futuramente. 

Seu princípio de funcionamento varia com o tipo de disjuntor, dos quais os mais importantes são os disjuntores térmicos e magnéticos, ou os termomagnéticos que são combinações dos outros dois tipos.

Fig. 1: esquemático de um disjuntor térmico

Os disjuntores térmicos operam com uma lâmina bimetálica em seu interior, dimensionada para dobrar por meio da diferença entre os coeficientes de dilatação dos dois metais, efetivamente desconectando os componentes internos, como os da figura 1, que permitem a passagem de corrente, abrindo o circuito.

Os disjuntores magnéticos dimensionam uma bobina para produzir um campo magnético intenso o suficiente para deslocar um contato móvel caso o valor da corrente que passa pela bobina for maior que o valor dimensionado. O contato móvel descolado abre o circuito, protegendo seus componentes da corrente indesejada. Como sua atuação se dá por meio do campo magnético, seu resultado é muito preciso e rápido.

Os disjuntores termomagnéticos, como sugerido pelo nome, atuam com ambos os conceitos dos outros dois tipos. Essa junção permite que, em um único produto, exista uma faixa de correntes permitidas para melhor ajuste das necessidades do circuito, além de melhor confiabilidade de seu funcionamento. Este é o tipo de disjuntor que será utilizado no dispositivo portátil para correção de fator de potência, conforme solicitado pelos docentes orientadores.

De acordo com a NBR 5410:2004, em seu item 5.1.3.2.2, o uso de um disjuntor se torna obrigatório no dispositivo portátil para correção do fator de potência a ser construído e acompanhado por este blog. Dois disjuntores com especificações distintas serão obtidos e utilizados.

Referências bibliográficas:
COMO FUNCIONAM OS DISJUNTORES. Disponível em: <http://www.mundodaeletrica.com.br/como-funcionam-os-disjuntores>. Acesso em 26 jun 2016


Figura 1: Disponível em: <http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/electric/bregnd.html>. Acesso em 26 jun 2016.